(Análise e Comentário Reflexivo do "Epic 2014" em consonância com o filme "The Machine is Us" e o extracto "Saramago e a Janela da Alma")

Ao longo dos tempos, as TIC, rapidamente difundidas, têm provocado mudanças profundas na sociedade, em geral.
A nível educacional, as Tecnologias de Informação e Comunicação permitem uma compreensão mais ampla do mundo em que vivemos, levando-nos a obter novos saberes. «As TIC podem influenciar o desenvolvimento de um currículo por competências, isto é, […] enquanto componente do currículo de carácter transversal, como facilitadoras do processo de ensino-aprendizagem dos alunos, permitindo o desenvolvimento de competências (saber em acção).» Não descurando que, cada vez mais, os professores pedem aos seus alunos que tenham um domínio mínimo das TIC e as usem como suporte nos seus trabalhos.
O “EPIC 2014” veio revolucionar esta tão rápida e vasta evolução das TIC. Este filme, além de nos permitir ter a percepção do enorme progresso das Tecnologias, mostra-nos também a possibilidade de no futuro o Google poder dominar o mundo. Segundo Robin Sloan (autor do filme), «É o melhor dos tempos, é o pior dos tempos». A nosso entender, Sloan quis apenas chamar-nos a atenção para a rápida evolução das Tecnologias e tudo o que as envolve, como o facto das gerações terem acesso a tudo o que necessitam sem terem de se deslocar. Contudo, isto pode ser visto como um problema, se pensarmos que num futuro próximo quem irá dominar é o Google. E tudo o que está à sua volta terá de se adaptar ou até mesmo extinguir-se, o que pode levar a uma guerra pela posse de poder.
O filme “The Machine is Us” está em consonância com o “EPIC 2014”. Tal como o Epic, esta produção veio mostrar, não só a transformação nas TIC, mas também relacioná-la com o ser humano. O ponto fulcral é levar-nos a reflectir se a máquina somos nós ou se a máquina nos utiliza. O filme pretende que consigamos perceber os limites e as potencialidades das Tecnologias, consoante a interacção do usuário.
«A Janela da Alma» de José Saramago vem na mesma vertente. Este extracto vem enunciar como se percepciona o mundo, como se observa milhares de coisas, através de uma máquina. Saramago quer-nos pôr a reflectir sobre o facto de querermos ver, ou não, o mundo como ele é. Acrescenta, ainda, que «O que eu acho é que nós nunca estivemos tão próximos da Caverna de Platão, como hoje…». Ou seja, com a globalização e a quantidade excessiva de informação que por aí circula, as pessoas vêem cada vez mais o mundo por meio de sombras.
Exemplo que se encontra abordado com esta temática:
“FÁBRICA
Máquina vai, máquina vem,
Máquina grita, máquina fala;
Ninguém, ninguém, ninguém, ninguém
Sabe escutá-la.
Máquina chora, máquina ri,
Máquina vai, máquina volta;
Ouvi-a! Ouvi-a! Ouvi, ouvi
Sua revolta.
Máquina vem, volta outra vez;
Sim-não? Não-sim? Não-sim? Sim-não?
Homem, responde! Diz-lhe quem és…
Vês como sofre sozinha, vês?
Homem, empresta-lhe o teu coração!"
Miguel Trigueiros
Fontes:
- ABRUNHOSA, Maria Antónia e LEITÃO, Miguel (1988) “Um Outro Olhar Sobre o Mundo”. Edições ASA, pp.136
- www.profala.com/arteducesp59.htm
- http://biblio.crube.net/?p=890
- http://www.scribd.com/doc/2524022/O-MEU-PORTEFOLIO-TIC-no-ENSINOAPRENDIZAGEM
- http://www.dgz.org.br/out03/Art_01.htm






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