
A obra de Marshall McLuhan, «Os meios de comunicação como extensões do Homem», retrata a iminente presença da tecnologia na vida do Homem e o quanto ela se tornou indispensável para a sua sobrevivência; menciona os meios de comunicação como dimensões ampliadas do corpo humano.
Hoje, McLuhan retomou seu lugar como um dos principais pensadores do século XX e dos que melhor compreenderam a importância do desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação para formação da cultura contemporânea.
Esta obra é composta por variados capítulos que falam dos meios de comunicação como extensões do Homem, porém só iremos salientar:
· A palavra falada apresenta-se como uma extensão dos sentidos:
“A palavra falada envolve todos os sentidos intensamente”, ou seja, quando falamos para reagir a determinada situação temos um gesto próprio do nosso acto de falar.
A linguagem permite ao homem destacar-se, intelectualmente, da vasta população, pois esta projecta-o e amplia-o, é considerada a forma mais rica da arte humana.
· A escrita como extensão da memória:
“ (…) o alfabeto fonético, sozinho, é uma tecnologia que dispõe dos meios de criar o «homem civilizado», indivíduos separados que são iguais perante a lei escrita”.
· Os jogos como extensão do “eu” particular:
“Todos os jogos são meios de comunicação interpessoal...” e “ (…) são situações arbitradas que permitem a participação simultânea de muita gente em determinada estrutura de sua própria vida corporativa e social”.
· O cinema como extensão do sonho:
“ O cinema não é apenas a suprema expressão do mecanismo; paradoxalmente, oferece como produto o mais mágico de todos os bens de consumo, a saber: Sonhos. Não é por acaso que o cinema se caracterizou como meio que oferece, aos pobres, papéis de riqueza e poder que superam os sonhos de avareza.”
· E, o rádio como extensão do sistema nervoso da informação:
“Um dos muitos efeitos da televisão sobre o rádio foi o de transformá-lo de um meio de entretenimento numa espécie de sistema nervoso da informação. Notícias, hora certa, informações sobre o tráfego e, acima de tudo, informações sobre o tempo agora s
ervem para enfatizar o poder nativo do rádio de envolver as pessoas umas com as outras”.Em suma, McLuhan afirma que “o Homem se apaixona por qualquer meio tecnológico que se torna uma extensão de si mesmo” assim, “o Homem modela ferramentas que o modelam”.
Relativamente à educação, o autor defende que o estudo deveria ser uma actividade divertida, “É ilusório supor que existe qualquer diferença básica entre entretenimento e educação. Sempre foi verdade que tudo o que agrada ensina mais eficazmente”.
Fontes:
MCLUHAN, Marshall (1964). Os Meios de Comunicação Como Extensões Do Homem. S. Paulo: Cultrix
http://www.algosobre.com.br/biografias/marshall-mcluhan.html
http://victorian.fortunecity.com/finsbury/570/mac.html
http://www.facom.ufjf.br/lumina/R10-01-AluizioTrinta.pdf
http://victorian.fortunecity.com/finsbury/570/mac.html
http://www.facom.ufjf.br/lumina/R10-01-AluizioTrinta.pdf






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